terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Aperto no peito

Não ando muito satisfeita com a minha vida, com os meus atos.
Será que isso tudo é TPM?

Estudar: será que a grana dá? Será que depois arrumo serviço?
Trabalhar: será que vou ser uma pessoa satisfeita com a vida?

domingo, 5 de dezembro de 2010

Raivinha infantil


Nunca mais meu pai vai cortar meu cabelo.
PQP, eu peço pra repicar só dois dedos e ele corta um tanto! Não quero nem ver a hora que isso aqui secar. Já estou me vendo refém de secador e escova de novo.
Caralho, eu AVISEI antes que eu não gosto de cabelo curto muito repicado. Porra, tem uma ponta pra cima da minha orelha. EU NÃO GOSTO!
Fora a franja! Agora essa bosta vai ficar caindo no olho.
Por que não faz o que eu peço? Porra, o cabelo é meu! Se eu pedir pra cortar moicano, corta moicano. Se eu pedi pra repicar só dois dedos, custa repicar só a bosta dos dois dedos?
Que raiva, que raiva, que raiva!!!
Agora vou ter que ficar comendo proteína e cenoura pra essa porra crescer rápido. Isso se eu não comprar aquele remédio pra fortificar unha e cabelo, além de algum centrum ou sei lá qual outro complexo vitamínico.
Vou ter que descobrir receitas de soja comestíveis pra aumentar minha fonte de proteínas agora, caralho.

domingo, 31 de outubro de 2010

Sou sempre comparada.
Uma hora é com a prima. Mais tarde com amigos, amigas.
Pelos mais variados motivos.
Que saco! Me aceita como eu sou!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Things to do

Preciso dar um rumo à minha vida. Preciso fazer muuuuitas coisas.
Eu sempre arrumo impecílios para não fazer nada...
Portanto vou registrar aqui os meus super planos. Quem sabe assim eu cumpro.

Quando eu terminar aquele curso à distância:
  • Preciso aprender sobre bolsa de valores.
    Quero muito investir um pouco do que eu estou guardando do meu salário. Quero (e vou precisar) que o meu dinheiro cresça e se multiplique.
  • Vou fazer uns cursos gratuitos pela internet. Sobre office, digitação, uns de Gestão da FGV... Preciso enriquecer meu currículo.
    Não vai ser nada desesperado. Vou fazer uns cursos com calma, só aos FDS. Mas acho que em algum momento vão ser úteis.
  • Também preciso tomar vergonha e fazer umas redações pra treinar para o ENEM.
  • E preciso fazer a besteira de criar uns perfis em sites de namoro. Quems sabe eu arrumo alguém interessante?
Quando terminar o serviço:
  • É claro, vou atrás de outro. Mais especificamente, um estágio.
    Mas quero me dar umas férias de uns 15 dias. Preciso muito.
  • Vou dar uma arrumada geral aqui em casa.
    - Armário do banheiro.
    - Armário da cozinha.
    - Meu guarda-roupas. Preciso doar muita coisa.
    - Quarto de bagunça. Pretendo colocar uma mesa para estudar lá. Aqui no meu quarto, com cama e computador com internet, não tem sido muito produtivo pra mim.
  • Vou dar uma arrumada geral no meu PC também.
    Tenho tanto arquivo inútil. Tanto favorito que eu nem acesso. Tanto email tosco que me mandam.
    Por falar em email, preciso deletar algumas contas de email. Tenho tantos e só uso um, que está uma bagunça.
    Preciso excluir os cadastros de alguns sites que nem uso. E também comprar um caderninho para anotar todas as minhas senhas, porque quando preciso entrar em algum site que faz tempo que não entro, sempre preciso clicar naquele "esqueci minha senha".
  • Vou arrumar algum trabalho voluntário.
    Gotaria de ajudar em bibliotecas de escolas públicas e também na biblioteca municipal. Gostaria de fazer algum projeto voltado às crianças para incentivo à leitura.
    Ou ainda, ver se as crianças do orfanato precisam de ajuda com matemática.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...

Mário Quintana
(?)

\m/

Me peguei* ouvindo Heavy Metal. Não sei de onde surgiu aquela vontade de ouvir aqueles cabeludos gritando. Ah, Heavy Metal Melódico, por favor.
Na minha adolescência, - que nem faz tanto tempo assim - eu ouvia muito Heavy Metal. Andava de preto, passava bastante lápis nos olhos. Apesar de ser bobeira, era bem divertido.
Acho que estou precisando de um pouco disso tudo.
Que tal agora pintar o cabelo de vermelho? Será que eu já passei da idade de ser Sister of Metal?


* Não concordo com as regras rígidas para próclise. Que mal há em começar uma frase com um pronome oblíquo? Quanta frescura dos gramáticos!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acabo de pôr meus pés de molho e minha gata está me fazendo companhia. Acho que somos amigas.
Ela gosta de mim, está sempre por perto. Não me julga, não me cobra. Ela não sabe o que eu tenho de bom nem de ruim. Não sabe se eu tenho dinheiro ou se estou sem nada. Ela simplesmente está aqui, sem saber nem se importar com mais nada.
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A minha vida está uma bagunça.
Assim como minhas gavetas, meus livros e o meu PC.
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Eu deveria estar estudando agora. Aliás, eu faltei da escola para estudar para aquele maldito curso que eu inventei de fazer.
Ao invés disso, tô aqui reclamando da vida.
Estava vendo fotos antigas para lembrar os momentos bons. E chorando as pitangas pelos ruins.
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Tem horas que aqueles versos do Bandeira fica ecoando na minha mente “A vida inteira que podia ter sido e que não foi”. O que será a minha vida?
Me sinto perseguida por essa angústia de não ter certeza pra onde vou e se pra onde eu for, serei feliz e realizada...
Será que eu errei de ter escolhido o caminho que escolhi? Deveria ter continuado no caminho que estava?
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Acho que tenho momentos de felicidade. Mas a maioria não me traz contentamento. E tenho muitos de dúvida e tristeza.
Queria saber a fórmula da satisfação e da felicidade. Queria plenitude.
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Meu trabalho está me aborrecendo.Está tudo errado!
No começo eu estava tão feliz com a espectativa do meu trabalho... Queria tanto ter aquela felicidade novamente.
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Queria tanto não ter começado esse curso babaca de açúcar e álcool. Mas agora paguei, não posso jogar o dinheiro fora.
Esse curso é péssimo, o professor é um caipira sem didática.
Como se não bastasse todos os meus problemas pessoais, eu tenho que estudar para essa porcaria. Tenho que tirar todo o atrazo agora. Tenho só até terça pra fazer a porcaria da prova. 
E quer saber? Vou colar. É muito feio fazer isso, mas não tô nem aí pra essa coisa mais.
Eu sei: eu que criei esse problema pra minha vida. Agora preciso estudar pra pelo menos saber colar.
*me sentindo muito mal pelo que eu disse*
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Um amigo me ligou. Eu gosto dele, mas agora que eu não estudo mais mesmo.
Será que eu deveria falar essas merdas todas pra ele? Não... ele não merece escutar tanta merda.

domingo, 19 de setembro de 2010

"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir. Não sou pretensiosa. Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando..." 
Clarice Lispector
A princesinha também sente,
Chora, sofre, sonha e ouve não.
A princesinha também briga,
Encrenca, berra e fala palavrão!
Também mente,
É inconsequente,
Tem preguiça, perde a direcção.
Porque ninguém nesse mundo é cem por cento cheio de razão.
Me recuso a buscar essa indiscutível perfeição.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

É grave, doutor?

Ando infeliz, com aquele aperto ruim no peito. Já me diagnosticaram com ansiedade antes. Acho que voltou.
Quando não tô infeliz, tô com raiva e com o mesmo aperto.
Às vezes sinto medo, desespero de um monte de coisa que acabo não sabendo exatamente do que é.
Estou tensa. Quando penso que estou tensa, tento soltar os ombros e relaxar os músculos, mas não consigo muito bem.

Ultimamente, até o Lexotan está sendo fraco. Não quero me viciar nisso, e quero frizar que só tomo de vez em quando. E agora, quando tomo, ele não faz tanto efeito. Até tira um pouco o aperto, a tensão, mas não me relaxa tanto quanto relaxava nas primeiras vezes que tomei.

Há dois anos - não gosto muito de me lembrar disso, mas por vezes é importante - tive uma crise de estresse, ansiedade, não sei bem o que aconteceu comigo. Mas, enfim, fui à psiquiatra (poucas pessoas sabem disso, tenho vergonha de assumir que já fui em uma, embora ache que deveria ir frequentemente) e ela me receitou Paxan. Não sei se é efeito placebo ou se é real, mas uns 15 dias de férias e usando o medicamento me fizeram bem. O problema é que o remédio me deixava meio sonolenta, engordei (não sei se culpa dele ou da minha alimentação inadequada na época). O problema é que uns três meses depois surgiu um caroço no meu seio. Fui ao gineco e ele disse que era efeito colateral do Paxan. Parei com o remédio e o caroço sumiu.

Andei lendo na net esses tempos atrás que não é legal interromper esse tipo de tratamento bruscamente.
E também não tenho genes muito bons nem do lado do meu pai nem da minha mãe. Trocando em miúdos, tenho uma família meio desequilibrada mentalmente. Consequentemente, também sou (como é duro ter que admitir).

Me enfiei - por dinheiro e glória - num emprego no qual sou chefe. Isso me exige tomada de decisões, ter que liderar uma equipe, fazer prazos serem cumpridos, até demitir pessoas. E isso é muito difícil, chato pra mim.
Erro, me sinto incompetente por vezes. E algo que não admito é incompetência. Me sinto muito mal por isso. Odeio saber que estou fazendo algo que não sei fazer bem, que não está me satisfazendo.
Aliás estou me odiando profundamente, pois há dois meses que estou nesse serviço por causa apenas do dinheiro. Desanimei muito de tudo.
Por outro lado, me serviu de lição que nunca mais vou querer ser chefe de nada. E também que gosto de trabalhar sozinha ou com pouquíssimas pessoas.

Também sinto falta dos bons momentos da minha adolescência (será que eu já posso me considerar uma adulta?). Sinto falta dos amigos da escola todo dia por perto. A solidão está me acompanhando.
Raramente compartilhava meus problemas (porque acho muito desagradável quem reclama da vida). Agora é praticamente nunca compartilho. Sinto falta de alguém pra me ouvir. E não consigo abrir meu coração com facilidade.

Outro ponto que me incomoda é a faculdade.
Antes eu tinha um objetivo, uma certeza, que era estudar fora, fazer química. Mas eu, ainda não sei explicar exatamente o motivo, acabei com isso.
E agora não sei bem o que quero.
Um dos motivos pelo qual estou trabalhando é para guardar dinheiro para estudar, começar a vida.
Mas no fundo, no fundo, não sei mais direito o que quero da vida.
Estou desanimada, me sentindo incapaz de conseguir enfrentar tudo de novo.

Antes eu gostava tanto de estudar, agora eu não consigo mais estudar direito.
E me incomoda que as pessoas pensam que eu sou super-inteligente, que eu sei tudo, que sou capaz de tudo. Depositam confiança demais em mim, me sinto muito pressionada com isso.

Outra dúvida cruel é se realmente eu gosto de química.
Antes eu era a-pai-xo-na-da por química. Agora eu me sinto incompetente pra isso. Às vezes chego a não gostar.
Estou me esforçando pra me apaixonar novamente, pois se eu deixar de gostar disso, não sei mais do que vou gostar.

Por falar em gostar, sinto falta de um namorado.
Tem horas que eu preciso apenas de um abraço apertado e demorado. E não tenho.
Eu deveria fazer como todo mundo: sair, ficar com todo mundo até achar algum. Mas eu não consigo me encaixar nesse modo de agir. E vou ficando pra tia enquanto isso, me contentando com amores platônicos.

E agora preciso ir; é tarde. Acho que falei demais coisa com nexo de menos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É engraçado como eu consegui me identificar exatamente com essa pessoa:
http://www.euconfesso.com/confissao-22970.html

domingo, 12 de setembro de 2010

 von.ta.de
s. f. 1. Filos. Faculdade de livremente praticar ou deixar de praticar algum ato. 2. Energia, firmeza de ânimo. 3. Desejo, intenção. 4. Resolução. 5. Capricho. 6. Arbítrio, mando. 7. Gosto, prazer. 8. Apetite. 9. Desvelo, interesse. 10. Necessidade física ou moral. S. f. pl. Desejos, apetites, caprichos.
Dic Michaelis

Vontade de gritar.
Vontade de sair lá fora e gritar.
Vontade de pegar um carro, guiar pra bem longe e gritar.
Vontade de quebrar tudo e gritar.

Estresse, estresse, estresse.

Vontade de mandar os malas que trabalham comigo pra PQP.
Vontade de gritar para essas pessoas chatas que elas são, de fato, chatas.
Vontade de apontar exatamente quem elas são.
Vontade de mandar esse emprego pra longe.

Ódio, ódio, ódio.

Vontade de tirar do meu caminho todos os babacas.
Vontade de apagar tudo de ruim que aconteceu na minha vida.
Vontade de não me importar com tudo.
Vontade de voltar no tempo e mudar.

Mudança, mudança, mudança.

Vontade de não ter todas essas vontades.
Vontade de me conformar.
Vontade de não reclamar.
Vontade de me aceitar.

Conformismo, conformismo, conformismo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Solidão

Tenho twitter, tenho orkut, facebook, dois MSNs, uns cinco emails; jogo um RPG. E ainda assim tô me sentindo muito sozinha. Que droga, que solidão!
Não gosto de encher o saco alheio com as minhas dúvidas existenciais. E nem sei com quem conversaria. Além disso, não sei falar do que me aflige.
Caramba, o que eu faço?
Sabe, começo a entender porque as pessoas fazem análise, pagam psicólogos...

domingo, 20 de junho de 2010

Tô com tanta coisa girando na cabeça, tudo tão confuso.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?

Não gosto de papo de mulherzinha, nem de reclamações sobre problemas femininos. Mas hoje vou ter que me contrariar.
Acho que estou de TPM. Odeio essa sigla barata e odeio quem coloca a culpa de todos os males do mundo nela. Só sei que estou com essa coisa.
PQP! Estou ansiosa, não estou respirando direito, estou com os pensamentos confusos, estou com aperto no peito, estou com os seios inchados, estou inchada de um modo geral. Estou com propensa a mandar qualquer pessoa se ferrar, a qualquer momento, diante de qualquer atitude que me irrite.
Tem horas que me dá vontade de ir para um lugar bem isolado, bem isolado mesmo, só para poder gritar bastante. Acho que aquele papo de grito primal seria muito bom pra mim nesse momento.

domingo, 30 de maio de 2010

Quem eu sou?



05:57

- Quem é Annie Braddock?
- Annie Braddock é... olha... ah... então... hum... Eu não faço a menor idéia. Com licensa.

"Quem é Annie Braddock?" A pergunta nem era tão difícil, mas não sei porque eu não consegui responder. Claro, eu sabia o básico: data de nascimento, cidade onde nasci, nível sócio-econômico. Só não sabia dizer quem eu era, onde me inclui, quem eu quero ser. De repente eu tive medo de jamais encontrar a resposta.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Agora a pouco encontrei o Paulo (demorei um bom tempo para lembrar o nome dele!) num boteco perto da escola. Ele trabalhava na escola onde estudei o ensino médio. Não sei exatamente qual era a função dele, apenas sei que ele também aplicava provas.
Ele me abraçou e - não sei se por causa do álcool - me pareceu um abraço sincero. Falou pra eu visitar a escola e que sente saudades do pessoal.
Perguntou o que eu estava fazendo; respondi; perguntou se eu estava feliz; respondi que sim, pensando em não.
Fiquei muito feliz em vê-lo, mas ao mesmo tempo me bateu uma saudade violenta de tudo. Me despedi rapidamente e fui embora.

Cerca de cinco minutos depois, não consegui mais me segurar e lágrimas começaram a minar insistentemente dos meus olhos. Várias imagens e lembranças ficaram girando na minha mente.
Os dias de prova. Os amigos. As aulas. Os salgados que eu comia junto com os amigos quando ficava à tarde na escola. Os professores. A inspetora. As horas diárias que passava estudando. As aulas de reforço de inglês.
Aqueles três anos começaram a surgir meio misturados na minha frente.
Como se não bastasse, músicas que me lembram épocas da minha vida tocando no rádio: Knockin' On Heaven's Door, Resposta, Kiss me, Boulevard of Broken Dreams, Clocks.

Não sei se ando vivendo muito de passado... só sei que saudade é fogo!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Não me pergunte se eu estou feliz.

Porque eu realmente não sei responder.
Acho que felicidade é algo muito relativo, não posso dizer nem sim, nem não.
Não estou completamente satisfeita. Aliás, tem horas que acho que estou perdendo o meu tempo, que sou uma inútil.
Ainda assim, acho que tristeza é algo bem pior. Não posso reclamar da minha vida. Eu deveria me sentir triste se eu não tivesse casa nem família.
No entanto, felicidade ainda me parece algo distante.

terça-feira, 25 de maio de 2010

A H quer me ver morta

Hoje fiquei triste. Me senti mal, muito mal. Talvez eu seja muito sensível ou interprete certas palavras de maneira errada...

Passando perto do velório, a H:
- Foi um para a terra do pé junto.
- Nossa, que maldade!
- Mas é a vida. Agora cê tá viva; eu posso te dar um empurrãozinho e você morre. Aí eu te junto e te levo para tua mãe. Fazer o quê?

Um tempo depois, fui subir num morrinho, pra ver se tinha algo depois de uma cerca de arame, e ela, em tom afirmativo:
- Vai enfiar a cara no arame.


Definitivamente, nunca dei liberdade a ela para fazer brincadeiras comigo. Muito menos brincadeiras frias e macabras como essa. Ela quer o meu mal, não tenho dúvida.
Não vou com a cara dela, é fato. No entanto, nunca desejei que ela morresse ou enfiasse a cara num arame. Agora, sinceramente, desejo que o marido dela seja transferido pra alguma cidade longe daqui e que ela largue esse serviço.
Não sou uma pessoa mística nem nada assim, mas se os tais  vampiros de energia existem, ela é uma. Eu me sinto muito mal, fraca, tensa perto dela.
Chuta que é macumba, credo!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Humanos

O Homo sapiens é uma espécie muito traiçoeira. Fique sempre alerta com ela.

Não seja ingênua em acreditar em qualquer ser-humano mostrando os dentes. O que pode parecer um sorriso em um primeiro momento, nada mais eram do que presas.
Sempre parta do pressuposto de que todas as pessoas são más.
Com o tempo, percebe-se aquelas que são boas.
Fazendo o contrário, decepções podem ocorrer.
E eu só lembro de falar com Deus na hora do aperto. Que filha ausente que eu sou... Mas ainda bem que Ele é um pai carinhoso, que me ajuda quando preciso.
Hoje eu conversei com Ele à tarde e obtive ajuda. Sou grata por ele me ajudar a conservar a calma.

Imprimi essa oração de que gosto muito e deixar no meu criado-mudo. Vou refletir sobre ela nos próximos dias.


Prece de Cáritas


Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.

domingo, 16 de maio de 2010

“Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite e, nesse meio tempo, só faz o que gosta.”
Bob Dylan
“À medida que você envelhece – e isso, meu caro, minha cara, você com menos de 20, 25, 30 anos, que me acompanha aqui (um grupo que não é pequeno, e que, claro, me deixa muito feliz), é algo que a gente custa a aprender, mas é uma das lições mais fundamentais (ainda que incômodas) da vida – seus ídolos (assim como as pessoas que você admirou na juventude – e não vamos nem falar de seus amores…) também envelhecem. E, como uma consequência natural desse processo ao qual todos estamos sujeitos, eles vão começar a morrer…”
Zeca Camargo, em seu blog, ao refletir sobre ídolos dele que estão morrendo.

Esposa tem que ser puta?

Há alguns dias, um ser asqueroso que trabalha comigo me solta uma pérola, segundo ela, palavras da avó: "Esposa tem que ser puta. Tem que fazer tudo o que o marido quer, senão ele vai atrás de outra que faça."
Primeiramente, imaginei que cena dantesca deve ser aquela obesa chupando o p** do marido magrelinho.
Além disso, fiquei com uma raiva desgraçada do tipo de mulher que pensa assim. Mulher que se parece mais com uma boneca inflável do que com uma Mulher.
Não tenho nada contra o sexo. Mas penso que para um casal fazer sexo é preciso que ambos se respeitem. Tanto faz se são homo, hetero, casados, solteiros.
Aliás, acho que o sexo não deve ser a razão pela qual duas pessoas se juntam. Sexo é apenas um complemento.

Aproveitando que o post já está bem baixo...
Também não me conformo com aqueles homens filhos-da-puta que ficam olhando bunda e mexendo com mulher o dia inteiro.
E outra, criaturas como Leila Diniz tem algum distúrbio. Como alguém "transa de manhã, de tarde e de noite"? Que fogo na periquita essas criaturas têm!
Cara, qual é o problema desse povo que só pensa em sexo?
Baixando mais um pouco o nível do post...
Se um dia eu tiver um homem decente na minha vida, que me respeite e com quem eu sinta vontade de transar, pode ter certeza que eu sou daquelas bem tradicionais. Oral e anal jamais! Me dá nojo só de pensar.
Como alguém coloca um p** na boca? Eca³! Boca, no máximo, pra beijar uma boca limpinha.
E espanhola então? Que coisa mais bizarra! E pensar que tem gente que faz isso.
Sabe de outra, acho um absurdo quem fica falando coisas pornográficas. Se algum dia alguém disser obscenidades no meu ouvido na hora h, eu mando pra PQP e vou-me embora!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Meu trabalho é um ninho de cobras.
Cobras que antes pareciam criaturas doces e inofensivas.

domingo, 2 de maio de 2010

[...] Casar, para ela, não era negócio de paixão, nem se inseria no sentimento ou nos sentidos: era uma idéia, uma pura idéia. Aquela sua inteligência rudimentar tinha separado da idéia de casar o amor, o prazer dos sentidos, uma tal ou qual liberdade, a maternidade, até o noivo. Desde menina, ouvia a mamãe dizer: “Aprenda a fazer isso, porque quando você se casar”... ou senão “Você precisa aprender a pregar botões, porque quando você se casar”...
A todo instante e a toda a hora, lá vinha aquele - “porque quando você se casar”... - e a menina foi-se convencendo de que toda a existência só tendia para o casamento. A instrução, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa cousa: casar.
De resto, não era só dentro de sua família que ela encontrava aquela preocupação. No colégio, na rua, em casa das famílias conhecidas, só se falava em casar. “Sabe, Dona Maricota, a Lili casou-se; não fez grande negócio, pois parece que o noivo não é lá grande cousa”; ou então: “A Zezé está doida para arranjar casamento, mas é tão feia, meu Deus!”...
A vida, o mundo, a variedade intensa dos sentimentos, das idéias, o nosso próprio direito à felicidade, foram parecendo ninharias para aquele cerebrozinho; e, de tal forma casar-se se lhe representou cousa importante, uma espécie de dever, que não se casar, ficar solteira, “tia”, parecia-lhe um crime, uma vergonha.
De natureza muito pobre, sem capacidade para sentir qualquer cousa profunda e intensamente, sem quantidade emocional para a paixão ou para um grande afeto, na sua inteligência a idéia de “casar-se” incrustou-se teimosamente como uma obsessão.


Cap. 3 - A notícia do Genelício
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto

sábado, 1 de maio de 2010

Boa Noite!

[...] O crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente e sua delisquescência.

Triste fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto

domingo, 25 de abril de 2010

Não devia ter feito essa porra desse curso de cabeleireiro. Detesto cortar cabelo. Detesto a minha mãe querendo pintar e cortar cabelo toda hora!

sábado, 24 de abril de 2010

Será que eu nunca vou mudar?
Estou com quase 19 anos e continuo me apaixonando como se tivesse 13!
Tão madura para umas coisas e tão infantil pra outras...
Sorte de hoje: Encontre a felicidade no seu trabalho ou talvez nunca saberá o que é felicidade

domingo, 18 de abril de 2010

Tô com um aperto danado no peito. Acho que estou precisando de um calmante... ou de uma corrida. Quem sabe dos dois.

sábado, 17 de abril de 2010

A verdade é que eu só fiz aquele curso de cabeleleireiro pra te agradar.
Eu não me importo muito com o cabelo nem com a aparência alheia; acho tudo isso muito fútil pra mim.
Além disso, não tenho carisma nem assunto pra conversar. E não gosto de novela nem da vida das celebridades, o que frequentemente são assuntos.
Na verdade, eu não tenho jeito pra lidar com público de espécie alguma.
Não diria que eu sou totalmente tímida, acho que o meu problema maior é não saber conversar o tempo todo. E quando converso, falo alguma besteira.
Por isso tudo, acho que levo jeito pra trabalhar sozinha ou em lugares onde há poucas pessoas. E que se trabalhe concentrado e na maior parte do tempo em silêncio.
Talvez eu imagine muito e conheça pouco...
Acho que um laboratório de controle de qualidade, por exemplo, se enquadraria nesse meu ideal de profissão.E não cabeleireira...
Por favor, não se decepcione comigo. Eu sei que já causei muitas decepções antes, mas me perdoe mais essa vez...
"Coração na mão
Como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser"

domingo, 11 de abril de 2010

Minhas Barbies nunca casaram

[...]
Outro dia eu comecei a associar certas atitudes e teorias da minha mente insana e acabei aceitando o resultado do teste de anos atrás. Sim, minha mente é masculina por que eu penso como um homem em muitas coisas. E não. Isso não faz de mim um homem. Certamente Talvez um pouco egoísta, egomaníaca e insensível demais. Mas não vamos discutir isso agora.
Eu tenho um sério problema que eu juro que faço todo o possível para amenizar e torcer para ninguém perceber (agora é tarde pra isso, né?). Eu não reparo nos detalhes de muitas coisas. Se alguém corta o cabelo eu não reparo! Argh! Defeito mór da mente masculina. Mas lógico que se a pessoa poda o cabelo e tinge de azul eu percebo. O problema é aquele “cortar as pontas”. Eu nunca reparo! Para o meu desespero, quando alguém surge com as pontas aparadas todas comentam. Eu só concordo e aumento o coro falso do “Ficou ótimo!”.
E quando surgem aqueles comentários tipo “Fulana engordou, não?” ou “Meu Deus! O que aconteceu com a pele dela?”. Sério. Alguém se importa? Contanto que não seja comigo, não vejo diferença alguma no corpo alheio. Sou péssima para perceber os detalhes. E mulher adora se vangloriar de que percebe os detalhes e os homens não. Talvez seja por isso que eu nunca tenha ficado realmente irritada quando alguém não reparou no meu novo corte de cabelo. Só quem realmente interessa merece uma observação mais profunda. Aí sim, com muita má intenção interesse admiração que eu noto até a marca da camisa que o cara está usando.
O que mais me intriga é o case “bebê”. É ver um barrigudinho babão que o estrógeno da mulherada borbulha de excitação! Menos o meu. Todas suspiram, gemem, falam ‘cuti-cuti’ com voz melosa e não param de cheirar a cabeça da criança (ok, tenho que concordar que cheirinho de bebê realmente é bom). Depois ficam horas sonhando em quando terão um. Eu não me interesso nem morro de vontade de ter. Me falta instinto materno ou é a mente masculina bloqueando o desejo de criar uma prole?
Data de aniversário? Sempre esqueço! Graças ao mundo geek tenho um milhão de programas, sites e afins que lembram até mesmo quando é o meu aniversário. Estou perdida por aí? Dane-se! Não vou perguntar o caminho para alguém. [...] Detesto falar ao telefone.
Aliás, não sou muito de falar, portanto, não espere uma ligação ou mensagem de texto fofinha no dia seguinte. Grude ninguém merece e, caso não te veja há um tempo relativamente longo, não vou correr atrás. [...]
Casar pra quê? Tempos modernos, minha gente! Novos conceitos! Melhor juntar, porque quando tudo acabar dá menos trabalho. Nenhuma das minhas Barbies era casada ou tinha filhos. Elas eram executivas bem sucedidas que viajavam com o namorado e as amigas para as Bahamas. Nada de compromisso muito sério. Se ganhasse um Ken novo, o namorado da Barbie mudava.

sábado, 3 de abril de 2010

Conversinha necessária

Eu adoraria que isso aqui fosse cor-de-rosa. Já que não é, precisamos conversar pra que não fique pior.
Aliás, é fundamental que conversemos, pois percebo que a comunicação não anda muito boa por aqui e talvez seja uma das razões de mal entendidos.
A partir de hoje eu quero transparência. Não quero mais que um espere o outro virar as costas pra falar algo. Vamos tentar esclarecer, na hora, qualquer mal-entendido que tenha ficado no ar.

Quanto ao transporte
Esse rolo todo aconteceu por falta de comunicação, minha inclusive - reconheço o meu erro.
Vamos então colocar as coisas em pratos limpos:

A H disse que não compensava levar apenas uma pessoa.
Eu só iria, não voltaria. Ou seja, só voltaria uma pessoa. Além disso, G disse que ficaria desconfortável em voltar sozinho. Em virtude disso, pensamos que você não iria de carro e tratamos de mudar os planos.
Reconheço que foi precipitado.
... (falta coisa ainda)

"Alta estima"?

Nunca imaginei que encontraria uma pérola dessas nas propagandas da Folha.

Seis habilidades essenciais para resolver eventuais conflitos

1. Criar e manter o vínculo, até mesmo com o "adversário". O segredo para interromper um conflito é criar ou recriar um vínculo com a outra parte. Não temos de gostar de alguém para criarmos um vínculo com ele; precisamos somente de um objetivo em comum. Trate a pessoa como amigo e baseie a relação em respeito mútuo e cooperação. Os líderes devem aprender a separar a pessoa do problema, a querer ajudar o outro legitimamente e a evitar suas próprias reações negativas a fortes emoções dos outros.

2. Estabelecer um diálogo e negociar. Em todos os momentos, é importante manter a conversa sobre o tema em questão, focar um resultado positivo e continuar atento ao objetivo comum. É imperativo evitar ser hostil e agressivo. O passo seguinte é a negociação, que inclui trocas. A conversa e a negociação criam uma transação genuína, produtiva e comprometida com duas vias. Precisamos investir nisso a energia do corpo, das emoções, do intelecto e do espírito.

3. "Pôr o peixe sobre a mesa." Ou seja, levantar uma questão difícil sem se passar por agressivo ou hostil. A analogia vem da Sicília, onde os pescadores, que são extremamente unidos, colocam seus pescados sobre uma grande mesa para que todos os limpem juntos. Eles trabalham arduamente e são recompensados com um grande jantar -prato principal: peixe- no final do dia. Se você deixa um peixe sobre a mesa, ele começa a apodrecer e a cheirar mal. Mas, se o limpa, gera um resultado benéfico para todos. O importante é lembrar que devemos ser diretos, ter respeito pelo outro e sempre ajudar o próximo, que, assim, vai nos respeitar também. Para completar, o timing é importante: não seria benéfico levantar um tópico difícil quando um colega está saindo para o aeroporto.

4. Entender a causa do conflito. Para formar um diálogo com o intuito de resolver a questão, precisamos compreender a raiz do problema. Entre as razões mais comuns para o desentendimento estão os diferentes objetivos, interesses e valores. Pode haver percepções distintas do problema, como "É um problema no controle de qualidade" ou "É um problema na produção", e também podem existir estilos de comunicação desiguais. O poder, o status, a rivalidade, a insegurança, a resistência às mudanças e a confusão sobre as regras também podem gerar divergências. Pessoas egoístas, por exemplo, costumam provocar conflitos. Ainda é crucial determinar se o conflito tem a ver com interesses ou necessidades: interesses são mais transitórios e superficiais, como propriedade, renda ou até um emprego; as necessidades, mais básicas, como sua identidade, segurança e respeito. Conflitos que provocam perdas relativas a necessidades podem deixar grandes feridas por toda a vida. Às vezes, parece que o conflito tem relação com interesses, mas na verdade se liga a uma necessidade. Por exemplo, uma pessoa que deixou de ser promovida aparentemente ficou chateada por perder o ganho extra, mas, na verdade, sua dor é causada pela perda de respeito entre os pares ou até de identidade.

5. Usar a lei da reciprocidade. Ela é a base da cooperação e da colaboração: o que você dá é o que você recebe. As pessoas têm grande dificuldade com isso, mas não deveriam. Recentemente pesquisadores identificaram no cérebro humano uns "neurônios-espelhos", sugerindo que nosso sistema límbico (parte emocional do cérebro), responsável pela empatia, "lê" a intenção alheia e os sentimentos do outro em relação a nós. A troca mútua e a adaptação interna permitem que dois indivíduos fiquem sintonizados e interligados quanto a seus respectivos estados internos. Portanto, uma técnica poderosa a fim de controlar qualquer tipo de disputa é a da empatia com os sentimentos e as opiniões dos outros, determinando o modo de nos expressarmos, seja verbalmente ou não. Essa atitude no meio social permite que façamos as corretas concessões no momento certo. Quando concedemos alguma coisa, esperamos uma resposta boa da outra parte. E, quando percebemos que nos fizeram concessões, devemos fazer o mesmo.

6. Construir uma relação positiva. Uma vez que um vínculo foi estabelecido, devemos tanto fortalecer a relação como buscar nossos objetivos. Precisamos equilibrar a razão com a emoção, porque as emoções -como o medo, a raiva, a frustração e até mesmo o amor- podem perturbar a racionalidade. Precisamos compreender o ponto de vista do outro, não importando se concordamos com ele ou não. Quanto mais eficaz for a comunicação de nossas diferenças e das áreas de concordância, mais entenderemos as preocupações do outro e maiores as possibilidades de chegar a um acordo que satisfaça as duas partes. Os vínculos mais profundos foram baseados no que o eminente psicólogo Carl Rogers chamou de "olhar positivo incondicional". Em suma, sentir-se aceito, digno e valorizado são necessidades psicológicas básicas de todo mundo. Basta lembrar-se disso e de que, como a negociação de reféns demonstra, é mais produtivo persuadir do que coagir.

Como os chefes podem cultivar um ambiente pacífico?
Os chefes, ou melhor, superiores atuando como Gestores Humanos, devem buscar o máximo de transparência nas relações com e entre os membros do time; ou seja, estimular a prática do comportamento ético e criar espaço para discussões sobre relações pessoais. Estas iniciativas favorecem o aproveitamento das contribuições dos colaboradores e permitem mapear as diferenças e diversidades dos membros da equipe.
E os funcionários, por sua vez, podem agir de que maneira para evitar conflitos?
Devem tentar esclarecer, na hora, qualquer mal-entendido que tenha ficado no ar, lembrando que o conflito é como uma represa: a água vai acumulando até o dia em que a barragem estoura.

Em que caso de atrito entre funcionários, os gestores devem permanecer neutros ou intervir?
Permanecer neutro enquanto se trata de “arranca-rabo” corriqueiro; intervir no momento em que o desempenho do time como um todo ou uma prioridade central da organização esteja em jogo.
Que tipo de atitude eles devem tomar?
Convidar as partes para uma conversa franca, para identificar a real causa do conflito e conscientizar sobre o efeito do conflito; a análise fecha com a pergunta para as partes: “tem solução?” – na maioria dos casos, os envolvidos conseguem eliminar uma boa dose de carga “explosiva” e enxergar saídas; quando isso não acontece, o gestor pode expor o caso para o grupo (desde que acordado com a s partes) pedindo uma sugestão para resolver o conflito ou mediar entre as partes para chegar a uma solução.

O problema do meu grupo foi falta de transparência.
Apesar do arranca-rabo ter características de corriqueiros, eu preciso tomar uma atitude, já que eu acho que é muito cedo pra se ter arranca-rabos.
“O líder é sempre o responsável por detectar e administrar os conflitos de seus subordinados. É parte de seu ofício se quiser que a equipe produza mais”

 http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/artigos/200602-brigas_amanha.shtm
Acho que enquanto eu não escrever o que eu estou pensando e o que vou precisar falar segunda, não vou conseguir me concentrar em nada.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

H.

Fiquei numa faca de dois gumes.
Agi com pouca ética.
Estou com a consciência pesada.

É bem verdade que ela é uma não é santa, mas não era necessário que a M. fosse tão vingativa com ela.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A sétima arte

Descobri que não assisto mais filmes apenas para me distrair.
Eu assisto filmes para preencher a vida, para entender o mundo e as pessoas.
Sei que não posso fazer grandes mudanças, mas certamente me torno mais humana.

domingo, 28 de março de 2010

Retrato

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?

sábado, 27 de março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Perfeccionismo

Eu confesso que morro de raiva de muitas coisas que fiz.
Confesso também que sou demasiadamente perfeccionista comigo e com aqueles que me cercam e tenho dificuldades enormes em me perdoar ou perdoar alguém.
Além disso, guardo muitos rancores.

Foras

Não é necessário humilhar um cara para conseguir livrar-se dele.
Depois de um tempo, a consciência pode ficar pesada com eventuais palavras ríspidas ditas a alguém desinteressante que por qualquer motivo se interessava por você.
Nesses casos, talvez a melhor atitude seja ser educada e não ter atitude alguma.

Profissões

Nunca faça qualquer comentário negativo sobre a profissão alheia - por mais imbecil ou ilegal que seja.

As pessoas tendem a ficar muito ofendidas.

Embasado em:
Ontem, chegando de van da escola:
- Olha, eu gravo DVD...
- Pirataria é crime.
Ele saiu e bateu a porta da van na minha cara.

terça-feira, 23 de março de 2010

Carros

Nunca faça qualquer comentário - nem mesmo de brincadeira ou com ironia - sobre o carro alheio.
As pessoas tendem a ficar ofendidas.

Embasado em:
  1. Na sétima série, uma pseudoamiga esquentadinha comentou que o irmão foi até a cidade vizinha (23 km de distância) com 15 minutos.
    Fiz algum comentário engraçadinho duvidando da façanha e ela ficou puta.
  2. Comentei com alguém que no "Pânico" usaram um Tempra como fogão de tanto que o carro esquenta. O alguém disse, sem graça, que tinha um Tempra.
  3. Semana passada, uma colega de trabalho deu carona a outra. A carona fez alguns comentários sobre a baixa potência e sobre a "dureza" que é dirigir o carro.
    A colega disse que nunca mais dá carona a ela.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Não que eu tenha arrumado briga, mas o clima na van hoje não tava muito bom porque a gente quis que um carinha saísse do boteco pra que fossemos embora mais cedo.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Nada é tão ruim que não possa piorar"

Depilei as pernas, fiz as unhas, arrumei o cabelo pro meu primeiro dia de aula (séria - afinal, todos sabem que as aulas só começam depois do Carnaval, mesmo que você já tenha pisado na escola na primeira semana de Fevereiro).
Tomei banho, troquei de roupa, comi meu lanche, escovei os dentes, penteei os cabelos, passei creme, passei baton, peguei o material e fui esperar a Van.
  • A Van atrasou dez minutos;
  • Veio outra Van e outro motorista;
    - O motorista "oficial" foi pra praia;
    - Ele bebeu todas;
    - Ele vomitou na casa de praia;
    - Ele cagou na Van;
    - Ele sumiu;
    - Logo, ele foi demitido e não é mais o motorista oficial;
Tudo bem, mas...
  • O novo motorista esqueceu a lista com o nome e endereços dos alunos;
  • Sorte que o primeiro menino que entra na Van já decorou o caminho de todo mundo - no entanto ficar explicando caminhos atrasa a viagem;
  • Azar porque tinha quatro alunos novos, dos quais três ninguém sabia o endereço. Fizemos alguns caminhos errados até acertar a casa dos três benditos.
Aí...
    • 18:45 quando o último aluno entrou na Van.
    • A aula começa às 19h.
    • A viagem dura vinte minutos.
    • Consequentemente, cinco minutos de atraso.
    Pra melhorar...
      • A fiscalização estava na pista;
      • A minha Van não tem licença pra transportar estudantes;
      • Solução: caminho alternativo pra fugir da fiscalização que atrasa a viagem em 50 minutos.
      • Consequência, perdi a primeira aula e o começo da segunda.
      Como se não bastasse...
      • 19:15 e a Van quebrou. Ouvi dizer em "problema no óleo hidráulico";
      • O celular não pega na roça;
      • Sorte: um cara passou de moto;
        - O motorista deu uma grana e ele foi num posto comprar o "óleo hidráulico".
        - Trocaram o tal óleo;
        - Azar: a Van continuou quebrada;
      • Esfriou;
        - Eu estava com roupa para enfrentar calor;
        - Consequência: pés e mãos gelados.
      • O motorista pegou carona com a moto e foi num orelhão pra chamar outra Van pra nos buscar.
      Pra encerrar com chave de ouro...
        • 20:30 e a outra Van chegou;
        • Resolvemos voltar pra casa porque não compensaria ir pra assistir só as duas últimas aulas;
        • A Van salvadora estava "vomitada":
          - Na hora de descer a serra, um dos caras passou mal com as curvas e vomitou;
          - O salvador não teve tempo de lavar a Van, porque acabou de chegar e voltou pra nos buscar.
        • Os moleques ficaram comentando o conteúdo do vômito;
        Balanço do dia: perdi cinco aulas; destas, três eram de Química. Perdi tempo, perdi maquiagem, ganhei faltas.
        Ainda bem que não perdi a paciência.

        domingo, 31 de janeiro de 2010

        O último dia bonito

        Certo dia eu resolvi que não iria de van. Queria ver como era ir a pé pra escola.
        Era pra minha mãe falar pro motorista que eu não iria com ele porque passaria na casa de uma amiga.
        Saí de casa, desci um quarteirão. O dia estava lin-do.
        Mas me lembrei que não tinha passado perfume (maldita época em que eu me preocupava com perfumes) e resolvi voltar rapidinho pra passar.
        Quando estava saindo de novo, o motorista chegou e eu tive que ir de van. :/
        Depois daquele, nunca vi outro início de dia tão bonito.
        Será que ela não gosta mais de mim?
        Ela anda meio estranha ultimamente.
        Por quê?
        Parece que é só comigo...