A moça da frente tem o olhar triste.
O cara do banco ao lado está com o livro "O petróleo e a glória". Deve ser interessante (os dois). Se bem que ele é meio tiozão e não pára de falar no celular. E eu não gostei da voz dele.
(Putz, tenho que ligar pra minha mãe!).
Vejo a escola técnica. É bonita e feia.
Pinheiros (eucaliptos) bonitos.
Casas populares coloridas. São tão pequenas e tão longes do centro... Já têm moradores. Já têm muros!
Droga! Cheiro de cigarro do meu lado.
Mato, árvores, mato.
Pego a estrada.
Mais eucaliptos. Nunca tinha reparado que eram tantos nesse trecho.
Sol no meu rosto.
Pedágio. "Sem parar" é maravilhoso. Mas rouba empregos.
"Doce Caseiro", "Queijo", "Colorau".
"A minha vó que me ensina falar palavrão" - disse o G. Hoje. "A vó sem umbigo?" - perguntei. "Não. Essa é chata. A vó que mora comigo".
Estou tentando me afastar, mas não consigo. Eu odeio a J.: ô menina fresca e metida. Vaca. Aguada. "Sua voz horrível. Você não se enxerga, garota?" - Tenho vontade de dizer.
O T. também está me irritando. O slide dele ficou horrível. O meu ficou ótimo e ele modificou para fazer aquela merda. Desgraçado. Cara de criança. Nariz feio. Voz feia. Chato.
Pelo menos eu dei umas tiradas neles. Que mania de eles têm de bancar os líderes. De querer tudo do jeito deles. Ô, caralho! Que ódio...
Ah! A L. tem o calcanhar rachado. Idiota. Quer ser tão gostosa, com aquele calcanhar rachado. Puta.
Rio.
Plantação de cana.
Isso aqui já foi coberto por mata atlântica; hoje se vê poucos trechos de árvores nativas.
Pastagens, cana, eucalipto.
Árvores nativas só nos morros, onde não dá pra plantar nada.
Torre de força. Modernidade. Progresso.
Motel de beira de estrada. "Pocavergonha".
Carros. Moto.
Ponte.
Céu azul. Sol alto.
Já estou chegando.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
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