terça-feira, 19 de setembro de 2006

Será que eu sou uma Romântica?

Tive aula do livro "O Sofrimento do Jovem Werther" hoje à tarde. Durante a leitura desse livro de Goethe, houve momentos que pensei e derramei lágrimas. Não me identifiquei com o enredo, e sim com a forma de pensar do personagem. Detesto adimitir, mas já fiquei muito mal (e detesto adimitir também que ainda fico às vezes) por causa de uma paixãozinha descontrolada, idiota, estúpida e infantil. Também odeio contar - e por conseqüência lembrar, mas não tenho nada melhor para fazer, portanto vamos lá...
Conheci o C.A. e comecei a ter uma certa atração pelo seu jeito, por tudo. Até que finalmente, descobri que estava realmente muito apaixonada por ele, eu chegava em casa e ficava deitada, ouvindo música e olhando para o vazio rindo sozinha! Não sei se digo "Bons tempos" ou "Maus Tempos", mas, enfim... uma "amiga" altamente "sincera" fez o favor de ficar com ele. Pensei: "Ah... ela nem sabia que eu gosto dele...", mas em outras horas cheguei a pensar: "Será que não sabia mesmo? Será que nem desconfiava? É certo que eu não comento nada sobre a situação, pois prefiro que tudo ocorra naturalmente no tempo certo, mas será que ela nunca notou nada de diferente em mim?".
O brilho começou a se apagar.
Cheguei a ouvir comentários que ele sentia algo por mim. Cheguei a ouvir comentários que ele dispensou uma vadia porque gostava de "alguém". Isso me fez feliz momentaneamente, mas pouco tempo depois fiquei sabendo que ele teria ficado - ficar: odeio esse termo, mas não tenho outro - com uma amiga daquela interesseira que se dizia minha amiga. Fiquei realmente muito "pra baixo" e insana.
Todo o brilho se apagou. O pouco de brilho que restava finalmente teve seu término.
Isso tudo durou aproximadamente três meses, há cerca de um ano e meio, foi e é capaz de afetar minha vida. Não consigo acreditar na minha idiotisse e falta de consciência, me deixei dominar por essas provocações insensatas.
Se bem que, ainda acredito numa pesquisa que diz que a sensação de paixão dura cerca de dois anos. Logo, me resta meio. "Nada como dia após dia, uma noite, um mês".
"E eu continuo porque a chuva não cai só sobre mim", "nada é pra sempre" e "amanhã tudo muda (?) de novo".
(Texto sem nexo? Sim, essa é a intenção.)

Um comentário:

H disse...

Sem nexo num sentir desconexo, afinal os rabiscos de amar não são assim mesmo?