domingo, 30 de maio de 2010
Quem eu sou?
05:57
- Quem é Annie Braddock?
- Annie Braddock é... olha... ah... então... hum... Eu não faço a menor idéia. Com licensa.
"Quem é Annie Braddock?" A pergunta nem era tão difícil, mas não sei porque eu não consegui responder. Claro, eu sabia o básico: data de nascimento, cidade onde nasci, nível sócio-econômico. Só não sabia dizer quem eu era, onde me inclui, quem eu quero ser. De repente eu tive medo de jamais encontrar a resposta.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Agora a pouco encontrei o Paulo (demorei um bom tempo para lembrar o nome dele!) num boteco perto da escola. Ele trabalhava na escola onde estudei o ensino médio. Não sei exatamente qual era a função dele, apenas sei que ele também aplicava provas.
Ele me abraçou e - não sei se por causa do álcool - me pareceu um abraço sincero. Falou pra eu visitar a escola e que sente saudades do pessoal.
Perguntou o que eu estava fazendo; respondi; perguntou se eu estava feliz; respondi que sim, pensando em não.
Fiquei muito feliz em vê-lo, mas ao mesmo tempo me bateu uma saudade violenta de tudo. Me despedi rapidamente e fui embora.
Cerca de cinco minutos depois, não consegui mais me segurar e lágrimas começaram a minar insistentemente dos meus olhos. Várias imagens e lembranças ficaram girando na minha mente.
Os dias de prova. Os amigos. As aulas. Os salgados que eu comia junto com os amigos quando ficava à tarde na escola. Os professores. A inspetora. As horas diárias que passava estudando. As aulas de reforço de inglês.
Aqueles três anos começaram a surgir meio misturados na minha frente.
Como se não bastasse, músicas que me lembram épocas da minha vida tocando no rádio: Knockin' On Heaven's Door, Resposta, Kiss me, Boulevard of Broken Dreams, Clocks.
Não sei se ando vivendo muito de passado... só sei que saudade é fogo!
Ele me abraçou e - não sei se por causa do álcool - me pareceu um abraço sincero. Falou pra eu visitar a escola e que sente saudades do pessoal.
Perguntou o que eu estava fazendo; respondi; perguntou se eu estava feliz; respondi que sim, pensando em não.
Fiquei muito feliz em vê-lo, mas ao mesmo tempo me bateu uma saudade violenta de tudo. Me despedi rapidamente e fui embora.
Cerca de cinco minutos depois, não consegui mais me segurar e lágrimas começaram a minar insistentemente dos meus olhos. Várias imagens e lembranças ficaram girando na minha mente.
Os dias de prova. Os amigos. As aulas. Os salgados que eu comia junto com os amigos quando ficava à tarde na escola. Os professores. A inspetora. As horas diárias que passava estudando. As aulas de reforço de inglês.
Aqueles três anos começaram a surgir meio misturados na minha frente.
Como se não bastasse, músicas que me lembram épocas da minha vida tocando no rádio: Knockin' On Heaven's Door, Resposta, Kiss me, Boulevard of Broken Dreams, Clocks.
Não sei se ando vivendo muito de passado... só sei que saudade é fogo!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Não me pergunte se eu estou feliz.
Porque eu realmente não sei responder.
Acho que felicidade é algo muito relativo, não posso dizer nem sim, nem não.
Não estou completamente satisfeita. Aliás, tem horas que acho que estou perdendo o meu tempo, que sou uma inútil.
Ainda assim, acho que tristeza é algo bem pior. Não posso reclamar da minha vida. Eu deveria me sentir triste se eu não tivesse casa nem família.
No entanto, felicidade ainda me parece algo distante.
Acho que felicidade é algo muito relativo, não posso dizer nem sim, nem não.
Não estou completamente satisfeita. Aliás, tem horas que acho que estou perdendo o meu tempo, que sou uma inútil.
Ainda assim, acho que tristeza é algo bem pior. Não posso reclamar da minha vida. Eu deveria me sentir triste se eu não tivesse casa nem família.
No entanto, felicidade ainda me parece algo distante.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A H quer me ver morta
Hoje fiquei triste. Me senti mal, muito mal. Talvez eu seja muito sensível ou interprete certas palavras de maneira errada...
Passando perto do velório, a H:
- Foi um para a terra do pé junto.
- Nossa, que maldade!
- Mas é a vida. Agora cê tá viva; eu posso te dar um empurrãozinho e você morre. Aí eu te junto e te levo para tua mãe. Fazer o quê?
Um tempo depois, fui subir num morrinho, pra ver se tinha algo depois de uma cerca de arame, e ela, em tom afirmativo:
- Vai enfiar a cara no arame.
Definitivamente, nunca dei liberdade a ela para fazer brincadeiras comigo. Muito menos brincadeiras frias e macabras como essa. Ela quer o meu mal, não tenho dúvida.
Não vou com a cara dela, é fato. No entanto, nunca desejei que ela morresse ou enfiasse a cara num arame. Agora, sinceramente, desejo que o marido dela seja transferido pra alguma cidade longe daqui e que ela largue esse serviço.
Não sou uma pessoa mística nem nada assim, mas se os tais vampiros de energia existem, ela é uma. Eu me sinto muito mal, fraca, tensa perto dela.
Chuta que é macumba, credo!
Passando perto do velório, a H:
- Foi um para a terra do pé junto.
- Nossa, que maldade!
- Mas é a vida. Agora cê tá viva; eu posso te dar um empurrãozinho e você morre. Aí eu te junto e te levo para tua mãe. Fazer o quê?
Um tempo depois, fui subir num morrinho, pra ver se tinha algo depois de uma cerca de arame, e ela, em tom afirmativo:
- Vai enfiar a cara no arame.
Definitivamente, nunca dei liberdade a ela para fazer brincadeiras comigo. Muito menos brincadeiras frias e macabras como essa. Ela quer o meu mal, não tenho dúvida.
Não vou com a cara dela, é fato. No entanto, nunca desejei que ela morresse ou enfiasse a cara num arame. Agora, sinceramente, desejo que o marido dela seja transferido pra alguma cidade longe daqui e que ela largue esse serviço.
Não sou uma pessoa mística nem nada assim, mas se os tais vampiros de energia existem, ela é uma. Eu me sinto muito mal, fraca, tensa perto dela.
Chuta que é macumba, credo!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Humanos
O Homo sapiens é uma espécie muito traiçoeira. Fique sempre alerta com ela.
Não seja ingênua em acreditar em qualquer ser-humano mostrando os dentes. O que pode parecer um sorriso em um primeiro momento, nada mais eram do que presas.
E eu só lembro de falar com Deus na hora do aperto. Que filha ausente que eu sou... Mas ainda bem que Ele é um pai carinhoso, que me ajuda quando preciso.
Hoje eu conversei com Ele à tarde e obtive ajuda. Sou grata por ele me ajudar a conservar a calma.
Imprimi essa oração de que gosto muito e deixar no meu criado-mudo. Vou refletir sobre ela nos próximos dias.
Hoje eu conversei com Ele à tarde e obtive ajuda. Sou grata por ele me ajudar a conservar a calma.
Imprimi essa oração de que gosto muito e deixar no meu criado-mudo. Vou refletir sobre ela nos próximos dias.
Prece de Cáritas
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!
Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!
Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.
Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.
Assim Seja.
domingo, 16 de maio de 2010
“À medida que você envelhece – e isso, meu caro, minha cara, você com menos de 20, 25, 30 anos, que me acompanha aqui (um grupo que não é pequeno, e que, claro, me deixa muito feliz), é algo que a gente custa a aprender, mas é uma das lições mais fundamentais (ainda que incômodas) da vida – seus ídolos (assim como as pessoas que você admirou na juventude – e não vamos nem falar de seus amores…) também envelhecem. E, como uma consequência natural desse processo ao qual todos estamos sujeitos, eles vão começar a morrer…”
Zeca Camargo, em seu blog, ao refletir sobre ídolos dele que estão morrendo.
Zeca Camargo, em seu blog, ao refletir sobre ídolos dele que estão morrendo.
Esposa tem que ser puta?
Há alguns dias, um ser asqueroso que trabalha comigo me solta uma pérola, segundo ela, palavras da avó: "Esposa tem que ser puta. Tem que fazer tudo o que o marido quer, senão ele vai atrás de outra que faça."
Primeiramente, imaginei que cena dantesca deve ser aquela obesa chupando o p** do marido magrelinho.
Além disso, fiquei com uma raiva desgraçada do tipo de mulher que pensa assim. Mulher que se parece mais com uma boneca inflável do que com uma Mulher.
Não tenho nada contra o sexo. Mas penso que para um casal fazer sexo é preciso que ambos se respeitem. Tanto faz se são homo, hetero, casados, solteiros.
Aliás, acho que o sexo não deve ser a razão pela qual duas pessoas se juntam. Sexo é apenas um complemento.
Aproveitando que o post já está bem baixo...
Também não me conformo com aqueles homens filhos-da-puta que ficam olhando bunda e mexendo com mulher o dia inteiro.
E outra, criaturas como Leila Diniz tem algum distúrbio. Como alguém "transa de manhã, de tarde e de noite"? Que fogo na periquita essas criaturas têm!
Cara, qual é o problema desse povo que só pensa em sexo?
Baixando mais um pouco o nível do post...
Se um dia eu tiver um homem decente na minha vida, que me respeite e com quem eu sinta vontade de transar, pode ter certeza que eu sou daquelas bem tradicionais. Oral e anal jamais! Me dá nojo só de pensar.
Como alguém coloca um p** na boca? Eca³! Boca, no máximo, pra beijar uma boca limpinha.
E espanhola então? Que coisa mais bizarra! E pensar que tem gente que faz isso.
Sabe de outra, acho um absurdo quem fica falando coisas pornográficas. Se algum dia alguém disser obscenidades no meu ouvido na hora h, eu mando pra PQP e vou-me embora!
Primeiramente, imaginei que cena dantesca deve ser aquela obesa chupando o p** do marido magrelinho.
Além disso, fiquei com uma raiva desgraçada do tipo de mulher que pensa assim. Mulher que se parece mais com uma boneca inflável do que com uma Mulher.
Não tenho nada contra o sexo. Mas penso que para um casal fazer sexo é preciso que ambos se respeitem. Tanto faz se são homo, hetero, casados, solteiros.
Aliás, acho que o sexo não deve ser a razão pela qual duas pessoas se juntam. Sexo é apenas um complemento.
Aproveitando que o post já está bem baixo...
Também não me conformo com aqueles homens filhos-da-puta que ficam olhando bunda e mexendo com mulher o dia inteiro.
E outra, criaturas como Leila Diniz tem algum distúrbio. Como alguém "transa de manhã, de tarde e de noite"? Que fogo na periquita essas criaturas têm!
Cara, qual é o problema desse povo que só pensa em sexo?
Baixando mais um pouco o nível do post...
Se um dia eu tiver um homem decente na minha vida, que me respeite e com quem eu sinta vontade de transar, pode ter certeza que eu sou daquelas bem tradicionais. Oral e anal jamais! Me dá nojo só de pensar.
Como alguém coloca um p** na boca? Eca³! Boca, no máximo, pra beijar uma boca limpinha.
E espanhola então? Que coisa mais bizarra! E pensar que tem gente que faz isso.
Sabe de outra, acho um absurdo quem fica falando coisas pornográficas. Se algum dia alguém disser obscenidades no meu ouvido na hora h, eu mando pra PQP e vou-me embora!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
[...] Casar, para ela, não era negócio de paixão, nem se inseria no sentimento ou nos sentidos: era uma idéia, uma pura idéia. Aquela sua inteligência rudimentar tinha separado da idéia de casar o amor, o prazer dos sentidos, uma tal ou qual liberdade, a maternidade, até o noivo. Desde menina, ouvia a mamãe dizer: “Aprenda a fazer isso, porque quando você se casar”... ou senão “Você precisa aprender a pregar botões, porque quando você se casar”...
A todo instante e a toda a hora, lá vinha aquele - “porque quando você se casar”... - e a menina foi-se convencendo de que toda a existência só tendia para o casamento. A instrução, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa cousa: casar.
De resto, não era só dentro de sua família que ela encontrava aquela preocupação. No colégio, na rua, em casa das famílias conhecidas, só se falava em casar. “Sabe, Dona Maricota, a Lili casou-se; não fez grande negócio, pois parece que o noivo não é lá grande cousa”; ou então: “A Zezé está doida para arranjar casamento, mas é tão feia, meu Deus!”...
A vida, o mundo, a variedade intensa dos sentimentos, das idéias, o nosso próprio direito à felicidade, foram parecendo ninharias para aquele cerebrozinho; e, de tal forma casar-se se lhe representou cousa importante, uma espécie de dever, que não se casar, ficar solteira, “tia”, parecia-lhe um crime, uma vergonha.
De natureza muito pobre, sem capacidade para sentir qualquer cousa profunda e intensamente, sem quantidade emocional para a paixão ou para um grande afeto, na sua inteligência a idéia de “casar-se” incrustou-se teimosamente como uma obsessão.
A todo instante e a toda a hora, lá vinha aquele - “porque quando você se casar”... - e a menina foi-se convencendo de que toda a existência só tendia para o casamento. A instrução, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa cousa: casar.
De resto, não era só dentro de sua família que ela encontrava aquela preocupação. No colégio, na rua, em casa das famílias conhecidas, só se falava em casar. “Sabe, Dona Maricota, a Lili casou-se; não fez grande negócio, pois parece que o noivo não é lá grande cousa”; ou então: “A Zezé está doida para arranjar casamento, mas é tão feia, meu Deus!”...
A vida, o mundo, a variedade intensa dos sentimentos, das idéias, o nosso próprio direito à felicidade, foram parecendo ninharias para aquele cerebrozinho; e, de tal forma casar-se se lhe representou cousa importante, uma espécie de dever, que não se casar, ficar solteira, “tia”, parecia-lhe um crime, uma vergonha.
De natureza muito pobre, sem capacidade para sentir qualquer cousa profunda e intensamente, sem quantidade emocional para a paixão ou para um grande afeto, na sua inteligência a idéia de “casar-se” incrustou-se teimosamente como uma obsessão.
Cap. 3 - A notícia do Genelício
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
sábado, 1 de maio de 2010
Boa Noite!
[...] O crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente e sua delisquescência.
Triste fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
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